{"id":6607,"date":"2016-05-31T21:26:58","date_gmt":"2016-05-31T21:26:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.terraesplendida.com\/?p=6607"},"modified":"2020-04-15T19:49:40","modified_gmt":"2020-04-15T19:49:40","slug":"a-fotografia-e-uma-especie-de-patinho-feio-das-artes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.terraesplendida.com\/pt-pt\/a-fotografia-e-uma-especie-de-patinho-feio-das-artes\/","title":{"rendered":"&#8220;A fotografia \u00e9 uma esp\u00e9cie de patinho feio das artes&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\" id=\"wpb-content-root\"><p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_single_image image=&#8221;6611&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221;][vc_empty_space][vc_column_text]<strong>Durante a adolesc\u00eancia visitava as bancas de jornais para folhear revistas de fotografia e perscrutar o mundo atrav\u00e9s dessas janelas imag\u00e9ticas. Mais tarde, tornou-se um coleccionador de revistas compulsivo, dedicou-se ao estudo da hist\u00f3ria da fotografia em Portugal e alimentou o interesse por essa cultura visual. Jornalista e autor do blogue Arte Photographica, S\u00e9rgio B. Gomes tem integrado j\u00faris de pr\u00e9mios de fotografia e \u00e9 curador de exposi\u00e7\u00f5es. Curioso e atento aos novos talentos da fotografia contempor\u00e2nea nacional, defende que Portugal tem fot\u00f3grafos de grande qualidade, mas acredita ser necess\u00e1rio um esfor\u00e7o e investimento do pa\u00eds e das suas institui\u00e7\u00f5es para valorizar a fotografia ao n\u00edvel nacional e internacional.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Onde e quando surgiu o gosto pela fotografia que te fez \u201ctrabalhar o olhar<\/strong>\u201d?<br \/>\n\u00c9 sempre uma constru\u00e7\u00e3o a partir de circunst\u00e2ncias muito diversas. Mas acho que posso ligar a minha atrac\u00e7\u00e3o pela fotografia \u00e0s revistas. Numa fase que se pode chamar de descoberta, na adolesc\u00eancia, eu era algu\u00e9m a viver no Alto Minho, numa aldeia pequena, que quando chegava a uma banca de jornais e revistas sentia uma enorme curiosidade de folhear e de descobrir o que estava l\u00e1 dentro, sobretudo as publica\u00e7\u00f5es que davam mais destaque \u00e0 fotografia e que me mostravam alguma coisa para al\u00e9m da paisagem de montanhas e campos verdes que me rodeava. As revistas ligadas \u00e0 fotografia chegavam a conta-gotas, como por exemplo a revista \u201cPhoto\u201d, que n\u00e3o mostrava s\u00f3 mulheres despidas na capa. Na verdade, foi uma revista muito importante na divulga\u00e7\u00e3o da fotografia. Publicava bons ensaios ligados \u00e0 moda e ao estilo, tinha cr\u00edtica, e fazia divulga\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es e de livros que iam sendo publicados&#8230; Acho que posso ligar minimamente a minha curiosidade e um afecto particular em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fotografia \u00e0 revista \u201cPhoto\u201d. Mas n\u00e3o s\u00f3. Havia outras relacionadas com o surf &#8211; lembro-me da brasileira \u201cFluir\u201d -, o skate ou a m\u00fasica. Eram publica\u00e7\u00f5es muito visuais, paginavam a fotografia com dimens\u00e3o e sem medo \u2013 durante muitos anos foram as janelas que me permitiram olhar para outros s\u00edtios.<\/p>\n<p>Fui um comprador de revistas compulsivo e esta foi a primeira \u201cescola\u201d que me estimulou o olhar. A partir delas fui percebendo como as fotografias eram feitas e o que diziam, em que circunst\u00e2ncias eram paginadas e como eram tratadas graficamente.<\/p>\n<p>Mais tarde, comecei a olhar mais atentamente para a hist\u00f3ria da fotografia em Portugal e a ler os ensaios que costumam servir de base para problematizar a imagem fotogr\u00e1fica. Escrevi uma tese que se relacionava com uma exposi\u00e7\u00e3o internacional de fotografia que decorreu no antigo Pal\u00e1cio Cristal, no Porto, em 1886. Depois fiz investiga\u00e7\u00e3o para um trabalho sobre a passagem da ilustra\u00e7\u00e3o para a fotografia nos jornais di\u00e1rios, entre o s\u00e9c. XIX e o s\u00e9c. XX. Folheei cerca de dez anos de um jornal di\u00e1rio em que essa passagem aconteceu. Foi um trabalho herc\u00faleo e que me custou bastante!<\/p>\n<p><strong>Ser j\u00fari \u00e9 um trabalho de responsabilidade. Como te sentes nesse papel?<br \/>\n<\/strong>Fiz parte de alguns j\u00faris e gosto desse trabalho porque se trata de sublinhar, perante os demais, o talento de algu\u00e9m. Assemelha-se ao papel de um garimpeiro. Chegam centenas de portf\u00f3lios a uma mesa onde est\u00e3o v\u00e1rias pessoas e trocam-se ideias. Esse cruzamento de saberes e personalidades d\u00e1 muita intensidade ao momento em que se escolhe. S\u00e3o dias muito intensos, extenuantes intelectualmente, mas ao mesmo tempo gratificantes, fazem-me feliz por encontrar algu\u00e9m que, em pot\u00eancia, pode vir a dar passos importantes na fotografia ou noutras artes. Este exerc\u00edcio de escolha \u00e9 muito importante porque d\u00e1 a oportunidade de algu\u00e9m revelar o seu universo visual e as suas ideias. Pensar que a nossa escolha pode vir a mudar a vida de algu\u00e9m \u00e9 um est\u00edmulo muito grande.<\/p>\n<p><strong>E a curadoria\u2026<\/strong><br \/>\nFiz pouco trabalho de curadoria, mas \u00e9 muito diferente. Num j\u00fari \u00e9 tudo mais r\u00e1pido. Temos de decidir num tempo acelerado e as decis\u00f5es precisam de ser muito focadas. S\u00e3o momentos em que a emo\u00e7\u00e3o e o impacto mais imediato podem decidir tudo. A curadoria \u00e9 diferente, envolve a procura de uma liga\u00e7\u00e3o forte com o autor, o estudo do seu percurso. \u00c9 preciso p\u00f4r tudo em perspectiva para se conseguir fazer uma aproxima\u00e7\u00e3o cuidada \u00e0quilo que se quer mostrar. Somos um bocadinho maestros, na medida em que se pode dar mais \u00eanfase a uma ou outra parte de um trabalho ou de uma obra. Nesse papel sinto-me um pequeno maestro, algu\u00e9m que tem uma batutazinha na m\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Esse papel de maestro estende-se tamb\u00e9m \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o e \u00e0 capacidade de direccionar ou encaminhar o olhar do p\u00fablico\u2026<br \/>\n<\/strong>O momento expositivo da fotografia \u00e9 muito marcante. Ela pode ser muito pl\u00e1stica, embora tenhamos da fotografia uma ideia muito r\u00edgida, fechada numa moldura. Parece que n\u00e3o queremos dessacralizar o que l\u00e1 est\u00e1 dentro e temos a tend\u00eancia para a tratar com uma rigidez maior, mas a fotografia \u00e9 t\u00e3o pl\u00e1stica como outras artes e o suporte onde ela existe n\u00e3o tem de ser um caix\u00e3o. \u00c9 bom olh\u00e1-la com essa vida e com essa din\u00e2mica. Embora ache que isso se faz pouco. Normalmente os fot\u00f3grafos s\u00e3o muito conservadores na maneira de mostrar as suas imagens. Mas se olharmos para a hist\u00f3ria de exposi\u00e7\u00f5es no s\u00e9c. XX h\u00e1 exemplos extraordin\u00e1rios, sobretudo entre os anos 20 e os 50, nos quais se fizeram exposi\u00e7\u00f5es com uma plasticidade incr\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>O papel do curador tamb\u00e9m \u00e9 explorar novas din\u00e2micas sobre o espa\u00e7o expositivo\u2026<br \/>\n<\/strong>Sim, e \u00e9 tamb\u00e9m estimular a energia que pode vir das imagens. Essa energia pode ser potenciada dando plasticidade ao espa\u00e7o expositivo em que se mostra a fotografia. N\u00e3o gosto nada de olhar para a fotografia como uma coisa sacra, inviol\u00e1vel. \u00c9 uma das coisas que mais me custa. E isto n\u00e3o quer dizer que tenhamos de fazer um circo constante com as imagens fotogr\u00e1ficas \u2013 por natureza elas j\u00e1 s\u00e3o portadoras de mensagens fortes e interpelativas, pelo que que temos de ter algum cuidado para n\u00e3o as transformarmos numa am\u00e1lgama de mensagens ou em ru\u00eddo visual sem contexto ou nexo.<\/p>\n<p><strong>O que falta a Portugal para ter um fot\u00f3grafo reconhecido mundialmente pelo grande p\u00fablico?<br \/>\n<\/strong>N\u00f3s temos fot\u00f3grafos de n\u00edvel mundial. N\u00e3o temos falta de qualidade. Ali\u00e1s, em v\u00e1rias \u00e1reas da fotografia temos nomes que poderiam estar perfeitamente ao lado de outros que n\u00f3s nos habit\u00e1mos a considerar de grande m\u00e9rito. Os nomes que me v\u00eam imediatamente \u00e0 cabe\u00e7a s\u00e3o os de Paulo Nozolino, Jos\u00e9 Lu\u00eds Neto, Ant\u00f3nio J\u00falio Duarte, Patr\u00edcia Almeida e Augusto Br\u00e1zio ou, de outra gera\u00e7\u00e3o, os de Jos\u00e9 Pedro Cortes, Andr\u00e9 Cepeda, Andr\u00e9 Pr\u00edncipe, entre outros. Temos autores com m\u00e9rito inquestion\u00e1vel, com trabalhos coesos e de muita qualidade que est\u00e3o ao n\u00edvel dos melhores. Mas este pa\u00eds tem dificuldade em mostrar-se e em mostrar. E esta tarefa n\u00e3o depende individualmente dos fot\u00f3grafos, por mais for\u00e7a que o seu trabalho possa ter. Se n\u00e3o for \u00e0 boleia do esfor\u00e7o de um pa\u00eds ou do esfor\u00e7o de institui\u00e7\u00f5es com poder de promover a cultura al\u00e9m-fronteiras, torna-se muito dif\u00edcil. E creio que nas \u00faltimas d\u00e9cadas, esse esfor\u00e7o tem faltado.<\/p>\n<p><strong>Essa boleia passaria, por exemplo, por incluir fot\u00f3grafos nas comitivas governamentais que visitam outros pa\u00edses?<br \/>\n<\/strong>Os apoios mais importantes n\u00e3o s\u00e3o os bilhetes de avi\u00e3o para acompanhar comitivas. Os pa\u00edses e os governos podem ajudar num n\u00edvel mais terreno, nos bastidores. Podem ajudar a suportar trabalhos na sua origem, na sua fase de cria\u00e7\u00e3o, ajudas que devem ser naturalmente muito ponderadas e sujeitas a escrut\u00ednio. E depois podem dar condi\u00e7\u00f5es para que sejam mostrados com qualidade e nos s\u00edtios certos.<\/p>\n<p><strong>Esse esfor\u00e7o depende de um conjunto de intervenientes e de uma cadeia de valor que tem de ser criada. H\u00e1 um mercado ou ind\u00fastria do cinema em Portugal, tamb\u00e9m encontramos um mercado nas artes pl\u00e1sticas, mas n\u00e3o na fotografia\u2026<br \/>\n<\/strong>\u00c9 verdade, n\u00e3o h\u00e1. Mas a fotografia tem particularidades que n\u00e3o s\u00e3o compar\u00e1veis a outras artes &#8211; parece que tudo faz para se desvalorizar (\u00e9 facilmente reproduz\u00edvel, \u00e9 m\u00faltipla, \u00e9 comum, \u00e9 f\u00e1cil de criar\u2026). Apenas um pa\u00eds com um grau de cultura visual elevado consegue criar um mercado ligado \u00e0 fotografia. N\u00e3o sei se se ouvir\u00e1 alguma vez falar em Portugal numa ind\u00fastria da fotografia como n\u00f3s a relacionamos com o cinema, por exemplo.<br \/>\nEm Portugal n\u00e3o se valoriza a fotografia como ela deveria ser valorizada. Bem sei que \u00e9 uma frase feita que j\u00e1 se ouviu muitas vezes, mas andamos a chorar constantemente esta lengalenga e a dizer que a fotografia \u00e9 uma esp\u00e9cie de patinho feio das artes. O certo \u00e9 que tivemos boas iniciativas ligadas \u00e0 fotografia e a outras artes visuais, que depois foram perdendo um pouco a for\u00e7a ao longo dos anos. Por exemplo, os Encontros de Fotografia de Coimbra que foram um marco durante muitos anos e deram-nos a ver autores incr\u00edveis. Questiono-me porque \u00e9 que o LisboaPhoto ficou nas duas edi\u00e7\u00f5es. \u00c0 sua maneira, e fora dos grandes centros, os Encontros de Imagem de Braga, est\u00e1 a tentar reanimar-se para que possa voltar a ser uma paragem obrigat\u00f3ria nos eventos culturais do pa\u00eds. Depois h\u00e1 a Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira mais ligada ao lan\u00e7amento de talentos, e que tamb\u00e9m tenta agora voltar \u00e0 for\u00e7a que j\u00e1 teve no in\u00edcio. Gostava que estes encontros fossem mais fortes e mais est\u00e1veis, que fossem regularmente de qualidade, como vejo a acontecer noutros pa\u00edses. N\u00e3o estou a dizer que os festivais s\u00e3o a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para se criar din\u00e2mica, mas estes encontros ajudam a fazer reflex\u00f5es e pontos de situa\u00e7\u00e3o, servem para sabermos o que se est\u00e1 a passar \u00e0 nossa volta.<\/p>\n<p><strong>Vil\u00e9m Flusser (Ensaio sobre a fotografia, 1998) escreveu que \u201co Homem, ao inv\u00e9s de se servir das imagens em fun\u00e7\u00e3o do mundo, passa a viver o mundo em fun\u00e7\u00e3o de imagens\u201d. Hoje em dia proliferam dispositivos que permitem produzir imagens, fotografias e fot\u00f3grafos \u201cinstant\u00e2neos\u201d. Como interpretas esta prolifera\u00e7\u00e3o de imagens? <\/strong><\/p>\n<p>Temos cada vez mais um v\u00edcio da imagem. A imagem tornou-se epid\u00e9rmica, algo que est\u00e1 agarrado \u00e0 pele, que respira connosco, que faz parte de n\u00f3s naturalmente. Quando somos privados dessa pan\u00f3plia de dispositivos que t\u00eam e fazem imagem parece que ficamos com falta de alguma coisa, como uma droga. Estamos num ponto de enorme satura\u00e7\u00e3o da imagem. H\u00e1 imagens por todo o lado, fazemos imagens de tudo e mais alguma coisa. Isto faz com que tenhamos mais dificuldade em escolher. Ficamos com menos capacidade de contextualizar, de reconhecer a singularidade, a identidade de determinado autor ou de determinada obra. Poder\u00e1 haver um adormecimento, uma postura acr\u00edtica.<br \/>\nA maneira como a fotografia nos influencia hoje \u00e9 muito diferente da maneira como nos influenciava quando eu comprava revistas de surf ou de m\u00fasica no in\u00edcio dos anos 90. Tamb\u00e9m perdeu um pouco essa qualidade de nos transportar para outro lugar, porque agora conseguimos isso facilmente. Talvez viajemos hoje mais facilmente com menos imagens, pela palavra, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>Fotografas?<br \/>\n<\/strong>N\u00e3o, nunca tive um apelo particular por fotografar. Tenho as coisas b\u00e1sicas que todos t\u00eam, como Instagram, mas n\u00e3o fotografo com vontade de construir um discurso visual particular. J\u00e1 h\u00e1 tantos fot\u00f3grafos de qualidade\u2026 Eu seria med\u00edocre. Percebo como o dispositivo funciona. Fiz alguma forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, percebi o mundo da revela\u00e7\u00e3o ainda na fase anal\u00f3gica, mas tudo isso com uma inten\u00e7\u00e3o que n\u00e3o passava de compreender os dispositivos e os suportes. Conhecendo a t\u00e9cnica, a mec\u00e2nica, a qu\u00edmica, a \u00f3ptica ou a electr\u00f3nica ligadas \u00e0 fotografia creio que consigo problematiz\u00e1-la melhor. Mas a minha ambi\u00e7\u00e3o acaba a\u00ed.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_empty_space][vc_single_image image=&#8221;7119&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]<strong>S\u00e9rgio B. Gomes<\/strong> nasceu em Covas, V. N. Cerveira, em 1975. \u00c9 licenciado pela Escola Superior de Jornalismo do Porto. \u00c9 jornalista do P\u00fablico desde 1999. Desde 2007 assumiu v\u00e1rios cargos de coordena\u00e7\u00e3o neste jornal, sendo agora director-adjunto com responsabilidade nos suportes digitais. Desenvolveu v\u00e1rios trabalhos de investiga\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da hist\u00f3ria da fotografia em Portugal, nomeadamente &#8220;O Aparecimento da Fotografia na Imprensa Portuguesa&#8221;, &#8220;Exposi\u00e7\u00e3o Internacional de Fotografia \u2013 Porto, 1886&#8221;. Em 2007 foi comiss\u00e1rio da exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Ponto de Vista&#8221;, produzida durante a realiza\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie de document\u00e1rios &#8220;Portugal, um retrato social&#8221;, da autoria do soci\u00f3logo Ant\u00f3nio Barreto. Entre 2005 e 2015 manteve o blogue Arte Photographica, onde divulgou os mais variados temas e acontecimentos relacionados com a fotografia em Portugal e no mundo. Foi j\u00fari de v\u00e1rios pr\u00e9mios e concursos de fotografia, nomeadamente do Pr\u00e9mio Novos Talentos FNAC Fotografia. Escreveu ensaios para v\u00e1rios fotolivros de autores portugueses, entre os quais David Infante (BES Revela\u00e7\u00e3o 2008) e Ant\u00f3nio Pedro Ferreira (Casa Fernando Pessoa, 2012). Assinou artigos de fotografia em revistas especializadas. Em 2014, assumiu a curadoria da Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, para a qual seleccionou trabalhos de Augusto Br\u00e1zio e Diogo Sim\u00f5es. Escreve sobre fotografia no P\u00fablico, ao servi\u00e7o do qual cobriu v\u00e1rios festivais e entrevistou dezenas de fot\u00f3grafos.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_single_image image=&#8221;6611&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221;][vc_empty_space][vc_column_text]Durante a adolesc\u00eancia visitava as bancas de jornais para folhear revistas de fotografia e perscrutar o mundo atrav\u00e9s dessas janelas imag\u00e9ticas. 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