{"id":6620,"date":"2016-05-31T21:59:45","date_gmt":"2016-05-31T21:59:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.terraesplendida.com\/?p=6620"},"modified":"2020-04-15T19:54:27","modified_gmt":"2020-04-15T19:54:27","slug":"alexandra-edison-no-centro-cultural-de-cascais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.terraesplendida.com\/pt-pt\/alexandra-edison-no-centro-cultural-de-cascais\/","title":{"rendered":"Alexandra Edison no Centro Cultural de Cascais"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\" id=\"wpb-content-root\"><p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_single_image image=&#8221;6621&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221;][vc_column_text]<strong>Salvato Teles de Menezes, presidente e director delegado da Funda\u00e7\u00e3o D. Lu\u00eds I, partilha como surgiu a ideia de trazer as fotografias de Alexandra Hedison ao <a href=\"https:\/\/www.fundacaodomluis.pt\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=793&amp;catid=92\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Centro Cultural de Cascais<\/a>. A exposi\u00e7\u00e3o Everybody Knows This Is Nowhere inaugura em Outubro de 2016 e j\u00e1 est\u00e1 em fase de produ\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Porqu\u00ea trazer o trabalho fotogr\u00e1fico de Alexandra Hedison a Cascais, que tanto difere da tradi\u00e7\u00e3o da fotografia americana que conhecemos?<\/strong><br \/>\nFoi, exactamente, por n\u00e3o se tratar de um qualquer trabalho fotogr\u00e1fico que o escolhi. Uma amiga americana chamou-me a aten\u00e7\u00e3o porque tinha visto uma exposi\u00e7\u00e3o da Alexandra Hedison, nos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA). Fui recolher informa\u00e7\u00e3o e descobri que havia alguns aspectos que a distinguiam claramente de uma tradi\u00e7\u00e3o da fotografia americana mainstream que se dedica principalmente ao retrato. N\u00f3s j\u00e1 aqui expusemos, em alguns casos com a colabora\u00e7\u00e3o da Terra Espl\u00eandida enquanto produtora, essa dimens\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>E que dimens\u00e3o encontrou no trabalho da Alexandra Hedison?<br \/>\n<\/strong>H\u00e1 uma dimens\u00e3o conceptual que me interessou porque vem ao arrepio daquilo que \u00e9 habitual. O que eu estava \u00e0 espera quando fui procurar a obra da Alexandra Hedison \u00e9 que fosse encontrar mais uma fot\u00f3grafa que se debru\u00e7ava sobre esses aspectos da condi\u00e7\u00e3o humana dos EUA, das minorias e maiorias que s\u00e3o sempre elementos importantes dessa tradi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica. Mas n\u00e3o. Encontrei at\u00e9 algumas refer\u00eancias de uma corrente est\u00e9tica de que de sou grande apreciador: o expressionismo. H\u00e1 um lado expressionista na sua obra que me agradou particularmente. E da\u00ed eu ter contactado com ela, t\u00ea-la convidado para vir c\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Como foi esse encontro?<\/strong><br \/>\nFicou encantada com Cascais e num fim de tarde na estrada do Guincho muito impressionada com nuvens de configura\u00e7\u00f5es muito estranhas. At\u00e9 fotografou o c\u00e9u. Encontrei nela uma agilidade de resposta a situa\u00e7\u00f5es concretas. Nunca nos t\u00ednhamos visto antes, mas entendemo-nos muito bem. Veio ao Centro Cultural de Cascais e eu disse-lhe qual seria o espa\u00e7o de exposi\u00e7\u00e3o. Ela pediu-me quinze minutos sozinha no espa\u00e7o para o estudar. Depois volt\u00e1mos a reunir no escrit\u00f3rio e disse-me que j\u00e1 tinha uma ideia muito precisa daquilo que ia fazer em termos de montagem. Avan\u00e7ou com uma s\u00e9rie de propostas que me pareceram extraordinariamente adequadas, tendo em conta aquilo que eu tinha visto que era a sua obra. Aquela capacidade, que eu tinha suspeitado existir atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o das suas fotografias, manifestava-se tamb\u00e9m no modo como Alexandra Hedison encarava o espa\u00e7o que lhe estava a ser disponibilizado para expor as suas obras. Isso \u00e9 um aspecto digno de registo, por ser revelador de uma personalidade organizada e arguta.<\/p>\n<p><strong>Expor este tipo de trabalho fotogr\u00e1fico \u00e9 provocar, educar ou aliciar o p\u00fablico do Centro Cultural de Cascais?<br \/>\n<\/strong>Em termos das exposi\u00e7\u00f5es organizadas no Centro Cultural de Cascais n\u00f3s temos sempre procurado representar n\u00e3o s\u00f3 mainstream mas tamb\u00e9m outras manifesta\u00e7\u00f5es mais laterais, que t\u00eam muita import\u00e2ncia para o quadro contempor\u00e2neo, sobretudo na \u00e1rea da fotografia. De facto o p\u00fablico at\u00e9 pode sentir-se provocado, porque a obra da Alexandra Hedison n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Exige que as pessoas pensem. Mas o nosso papel de gestores culturais tamb\u00e9m \u00e9 esse. Todos os anos temos duas grandes exposi\u00e7\u00f5es de fotografia que, creio, marcam bem as propostas que existem anualmente nesse campo, em Portugal. Temos tido aqui, de facto, grandes fot\u00f3grafos, grandes obras e com repercuss\u00f5es muito boas. Neste caso, ser\u00e1 algo mais exigente do ponto de vista da reflex\u00e3o sobre o que \u00e9 a fotografia. Mas, estou convencido de que o resultado vai ser positivo.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 tamb\u00e9m uma exposi\u00e7\u00e3o para artistas e profissionais?<br \/>\n<\/strong>Tamb\u00e9m \u00e9. J\u00e1 falei com alguns fot\u00f3grafos portugueses por quem tenho grande estima, para os alertar para esta exposi\u00e7\u00e3o, e j\u00e1 tive algumas reac\u00e7\u00f5es muito positivas. Portanto creio que vai ser um \u00eaxito.<\/p>\n<p><strong>Como se iniciou o processo de produ\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o?<br \/>\n<\/strong>Falei com o Rui Pereira (Terra Espl\u00eandida). Expliquei que havia esta situa\u00e7\u00e3o e que era preciso desenvolver todos os aspectos relacionados com a produ\u00e7\u00e3o e a prepara\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o. A larga experi\u00eancia que a Terra Espl\u00eandida tem, sobretudo no campo da fotografia, \u00e9 desde logo uma garantia de que as coisas v\u00e3o correr bem. Por exemplo, n\u00f3s estamos em Mar\u00e7o e em Janeiro a Terra Espl\u00eandida j\u00e1 me estava a transmitir informa\u00e7\u00f5es sobre, por exemplo, a quest\u00e3o dos seguros, entretanto resolvida. J\u00e1 est\u00e1 tudo em andamento e preparado para que a exposi\u00e7\u00e3o seja, acima de tudo, um acontecimento art\u00edstico que tenha um bom retorno cultural.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 a possibilidade da exposi\u00e7\u00e3o entrar em itiner\u00e2ncia. \u00c9 recorrente as exposi\u00e7\u00f5es que inauguram e s\u00e3o concebidas e pensadas para o Centro Cultural de Cascais seguirem para itiner\u00e2ncia?<\/strong><br \/>\nEm v\u00e1rios casos, sim. A exposi\u00e7\u00e3o de Sam Shaw come\u00e7ou aqui a sua itiner\u00e2ncia europeia. Relativamente \u00e0 de Alexandra Hedison j\u00e1 sei que a Terra Espl\u00eandida est\u00e1 a tratar dos pormenores com uma produtora espanhola (com quem trabalhamos frequentemente e a quem propus que a exposi\u00e7\u00e3o fosse para Espanha) para que a coisa prossiga. De facto, n\u00e3o \u00e9 raro que tenhamos exposi\u00e7\u00f5es e que depois partam daqui para outros lugares.<\/p>\n<p>Veja o <a href=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/147912701\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">teaser<\/a> da exposi\u00e7\u00e3o.[\/vc_column_text][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_empty_space][vc_single_image image=&#8221;6622&#8243;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]<strong>Salvato Teles de Menezes<\/strong><\/p>\n<p>Professor universit\u00e1rio, escritor, tradutor, consultor editorial, colaborador de r\u00e1dios (RDP1 e 2 e Renascen\u00e7a) e televis\u00e3o portuguesa (RTP2), director de festivais de cinema e j\u00fari de diferentes pr\u00e9mios nas \u00e1reas da literatura e do cinema, Salvato Teles de Menezes conta com um vasto curriculum em diversas \u00e1reas da cultura, em particular da vila de Cascais, tendo tamb\u00e9m desempenhado cargos no \u00e2mbito do Minist\u00e9rio da Cultura. Foi, de 1995 a 2012, administrador-delegado da Funda\u00e7\u00e3o D. Lu\u00eds I e \u00e9, desde 2013, o seu presidente e director delegado.[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_column_text]Apresenta\u00e7\u00e3o de Everybody Knows This Is Nowhere na Diane Rosenstein Fine Art, Beverly Hills, Calif\u00f3rnia, EUA.[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_single_image image=&#8221;6621&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221;][vc_column_text]Salvato Teles de Menezes, presidente e director delegado da Funda\u00e7\u00e3o D. Lu\u00eds I, partilha como surgiu a ideia de trazer as fotografias de Alexandra Hedison ao Centro Cultural de Cascais. 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